Receba os convidados!... e deixe os detalhes por nossa conta!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Estilo - A quantidade certa!

Eu adoro atos de 'servir' e isso inclui todo o ritual dos vinhos porque é agradável de ver, de sentir o aroma e principalmente de sentir o sabor deles. E, claro, tudo depende de bons copos. Copos de vinho pra se ter em casa podem ser de vidro ou de cristal, seja qual for a sua opção, saber servir e tudo de bom. A delicadeza do cristal e a transparência do copo fazem toda a diferença nesse ritual gostoso que é apreciar a cor, o aroma e o sabor do vinho, seja ele tinto, branco ou um espumante. Mas e aí? Qual quantidade é a certa para encher os copos?




PARA VINHOS TINTOS
O ideal é encher o copo de vinho tinto até, no máximo, um terço da taça. A imagem ilustra adequadamente uma quantidade agradável. É necessário que se possa movimentar o vinho sem entorná-lo com a intenção de abrir seu aroma e, por isso, o copo é enorme - esse é um copo Bordeaux - e a quantidade de vinho é pequena.
PARA VINHOS BRANCOS
Copos de vinho branco devem ser enchidos até a metade. Eles são bem menores que os de vinho tinto porque precisam ser consumidos mais rápidos para manter sua temperatura que é mais baixa.
PARA VINHOS ESPUMANTES
Os copos ou taças de vinho espumante devem ser enchidas até cerca de três quartos de seu volume. A bebida é servida sempre muito gelada e tem seu aroma e sabor valorizados por taças tipo flauta - chamadas flûte.

Nuca coloque as taças para gelar.











Estilo - Um copo para cada bebida!

Copo não é tudo igual!
Cada um serve para um tipo específico de bebida, para que ela possa ser apreciada adequadamente.
O tamanho, o formato, a espessura, mais bojudo, mais estreito, haste alta, haste baixa… Enfim, o desenho de cada copo é feito, em princípio, sob medida para o tipo de bebida que nele será servido. O ideal é que se respeite estas características e que cada bebida seja servida naquele copo que seja o apropriado, que valorize as particularidades desta bebida, realçando as suas qualidades. Entretanto, como heresia em bar termina onde começa o gosto pessoal de cada um, não será nem um pecado mortal lançar mão da criatividade, ousadia e diversão para se quebrar alguns mandamentos do manual, seja lá qual for.
Seguem abaixo:
Copo Americano : conhecido como copo popular. Servido para tomar cerveja em bares populares e padarias.
Baloon, Brandy Snifter ou Copo de Conhaque : o nome é uma alusão ao ato de se inalar aromas do conhaque e outros brandies. Tradicionalmente este copo tem a haste curta (ou não tem) e o bojo arredondado de modo que a palma da mão possa aquecer o copo e assim desprender o aroma. Atualmente os brandies também podem ser consumidos com gelo, já comum nos Estados Unidos. Neste caso, o copo mais apropriado seria um On-the-Rocks.
Caneca de Chopp : as mugs disputam com as tulipas a preferência dos bebedores de chopp. Muitas vezes são armazenadas em congeladores e existem nos mais diversos formatos e tamanhos, sendo algumas gigantescas, utilizando principalmente em festivais.

Coquetel ou Martini : a tradicional taça de coquetel é imprescindível em qualquer bar. A sua sofisticação e elegância ímpar contrasta com uma silhueta de linhas retas e sóbrias. Traduz todo o glamour dos anos de reinado dos coquetéis clássico. Serve coquetéis gelados (mas sem gelo), não combina muito bem com decorações mais vistosas e nem com canudos, mesmo que cortados. Triangular e pequeno, já que a bebida de seu interior não pode ser ingerida em grandes doses.

Coffee Mug : também chamado de toddy ou caneca para hot drinks. É usada especificamente para coquetéis quentes.
Cordial, Pony ou Cálice de Licor : servido após as refeições, dada sua ação reconhecida digestiva, pede um copo pequeno que receba apenas alguns goles da bebida, que é sempre bem doce. prediletos da clientela que gosta dos restaurantes. Existem nos mais diversos formatos.
Flute : esta taça alta, fina e elegante, que tem o formato parecido com o de uma flauta, substitui a antiga taça de champagne justamente por reter por mais tempo a efervescência da bebida. Os vinhos espumantes também são servidos no mesmo tipo de taça.

Highball : é o tradicional copo long drink. Para servir bebidas destiladas ou coquetéis refrescantes com bastante gelo, água, refrigerante ou suco. Os mais esguios são chamados de collins.
Hurricane : feito sob medida para servir coquetéis tropicais e refrescantes. Combina com as mais extravagantes decorações e pode ser substituído pelo baloon, em algumas situações.
Margarita : específico para servir o coquetel do seu nome, principalmente se for frozen. Em alguns copos a haste tem o formato de um cacto.
Old Fashioned : clássico para servir whisky puro ou com gelo, também muito usado para coquetéis.
On-the-Rocks : também conhecido como double-old-fashioned. Tem um formato mais apropriado para servir bebidas com gelo, conforme sugere também chamado de double old-fashioned, tem um formato mais apropriado para servir bebidas com gelo, conforme sugere o seu nome.
Em geral, de 350 ml.
Pilsener ou Copo de Cerveja : semelhante ao copo tulipa, no entanto mais alto e com design mais sofisticado. Com base curta para evitar que a bebida esquente.
Rocks : variação do on-the-rocks e old-fashioned. Têm se popularizado no país com a proliferação de redes de restaurantes americanos.

Sherry : o mesmo que xerez. Copo usado para servir vinhos fortificados. Além do xerez, o madeira e o vinho do porto. Também pode substituir o copo do tipo cordial para servir licores ou ainda grappa.
Shot : típico copo de cowboy americano e é também chamado de yankee shot. Serve bebidas sem gelo e geralmente puras, mas também pode-se prepara coquetéis em camadas neste pequeno copo. O seu similar brasileiro é o copo de pinga, muito popular em cachaçarias, botecos e padarias.
Tulipa : este copo e a caneca são a preferência para se beber chopp. Muito popular no Brasil, é encontrada em quase todos os bares.
Tumbler : chamado de cooler, é o tipo de copo para long ou tall drinks, servidos com bastante gelo, tanto para bebidas puras ou coquetéis refrescantes com misturas de sucos, água ou refrigerantes. Pode ser substituído pelo highball.
Vinho : Tinto, branco, bordeaux, bourgogne, chianti, rosé, beaujolais. A variedade de copos para vinhos é quase proporcional à variedade de vinhos disponíveis. Exageros à parte, muitos especialistas sugerem que, principalmente para iniciantes, basta um tipo de copo para o serviço de vinhos, desde que observadas algumas “regras”. Cristal, fino, transparente, incolor, liso, haste longa e com abertura ligeiramente estreitada.
Vodka ou Steinhager : semelhante ao shot porém pouco mais alongado, é tradicionalmente usado para servir destilados gelados, porém sem gelo, mas também pode ser usado para tequila pura e outras bebidas.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um carinho com você!

Cancer de mama!
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/07/mitos-sobre-cancer-de-mama-atrapalham-diagnostico-e-tratamento.html

Estilo - Como receber e servir!

Receber amigos, parentes e mesmo pessoas conhecidas para jantar deve ser um prazer e não um motivo de preocupação. E mesmo que os convidados sejam de cerimônia, não se preocupe, as regras de etiqueta existem para ajudar e não para atrapalhar. O que fazer com antecedência
  •   Tire a toalha de mesa do armário alguns dias antes. Se for branca e ficou muito tempo guardada, pode estar com manchas amareladas. E preciso deixar no sabão em pó, de preferência, no sol, ou ferver com algumas gotas de limão. 
  •  Separe os pratos, copos e talheres na véspera para não se atrapalhar no dia do jantar. Se os talheres estiverem manchados, limpe-os com um produto especial para prata ou aço inoxidável e lave depois. Os pratos e copos já podem ser lavados, caso tenham acumulado poeira ou estejam manchados de gordura. 
  •  Algumas receitas podem ser preparadas de véspera. Isso evita correria e, em alguns casos, ficam até mais saborosas, porque o tempero penetra melhor.
          À AMERICANA
          Não importa o tipo de refeição, o serviço americano (bufê ) resolve, de forma simpática, o problema de falta de espaço para reunir um grupo grande de amigos. Todos os pratos são colocados em uma única mesa e cada convidado se serve à vontade. Para que tudo corra bem, você só precisa pensar no cardápio e na melhor forma de acomodar a mesa e os convidados.
O cardápio para um jantar americano deve constar de uma entrada fria, um prato quente com acompanhamento, sobremesa, café e licores ou conhaque. As bebidas, além de aperitivo, podem ser cerveja ou vinho, dependendo do que for servir. A arrumação da mesa, no jantar americano, deve facilitar a circulação dos convidados.
          1 - Se houver espaço suficiente, ajeite a mesa no centro. Se não, encoste-a numa parede. É importante deixar espaço à sua volta para permitir a circulação. Se a mesa for pequena, disponha nela apenas os pratos, talheres, guardanapos, copos e bebidas.
         2 - De um lado da mesa, disponha pratinhos e garfinhos para a entrada fria, pratos, garfos grandes e guardanapos. Do outro lado, alinhe as travessas, cada qual com seu talher para servir. Em uma das extremidades, ajeite os copos e as bebidas. O vinho e a cerveja podem ser servidos momentos antes do jantar. Na outra extremidade, ponha o cestinho com os pães. Ao centro, coloque um arranjo de flores.
       3 - Quando todos terminarem, tire tudo da mesa e coloque pratinhos, talheres e a sobremesa. Sorvetes, cremes e musses podem ser servidos em faças ou tigelinhas individuais.
        Dicas
  •  Mantenha as travessas sempre abastecidas. 
  • Tenha vários abridores de garrafas e saca-rolhas à mão, para não depender de um só. 
  • Espalhe vários recipientes para caroço de azeitona.
  • Verifique se há cinzeiros para serem retirados.
  •  Se os convidados forem comer com o prato na mão, sentados em poltronas ou sofá, facilite: sirva pratos que possam ser comidos apenas com garfo, sem necessidade do uso de faca.
  •  Não use pratos ou copos de papel.
  •  Não sirva sopas.
  •  Leve à mesa água e refrigerante para quem não tomar bebida alcoólica. 
  • Para um bufê frio ou quente, os pratos não devem levar muito molho, mas se for preciso, não podem ser muito ralos, uma vez que dificulta o serviço. 
  •  Monte cada travessa com cuidado, observando a quantidade de cada uma: os pratos muito cheios dificultam o manuseio por parte do convidado. 
  •  Convém optar por pratos que possam ser preparados em porções individuais como tomates recheados, vol-au-vent ou melão com presunto. Fica mais fácil para o convidado. 
  • Evite pratos muito difíceis de serem cortados à mesa. Prefira aqueles que levem a carne já cortada (ou corte-a antes de servir), aves desfiadas e legumes em pedaços pequenos. 
  • Providencie várias mesinhas de apoio espalhadas pela sala, para facilitar. É muito difícil comer com o prato ao colo, ou em pé, sem ter onde colocar o copo. Se preferir, espalhe almofadas pelo chão.
         À FRANCESA
         Esta é uma solução para jantares muito formais Só sirva à francesa se sua empregada for muito familiarizada com jantares de cerimônia ou se tiver um copeiro, e siga estas dicas.
        1 - O jantar começa a ser servido pela convidada principal, à direita do dono da casa.
        2 - Em seguida, são servidas as outras convidadas, terminando pela anfitriã.
        3 - Com os homens, servidos depois das mulheres, a ordem é a mesma.
        4 -Os pratos são apresentados pelo lado esquerdo, numa altura em que os convidados possam ser servir.
       5 - Todos os pratos são passados duas vezes, exceto a sopa e os queijos.
       Dicas :
  • Não use toalha estampada com louça colorida, decorada. Nesse caso, a toalha deve ser de cor lisa e vice-versa. 
  • Limpe os copos com álcool: eles ficarão transparentes e muito brilhantes. 
  • Não ponha palito à mesa, mas tenha-os à mão para ocaso de algum convidado pedir. 
  • Tenha sempre refrigerantes e água para os convidados que não bebam bebidas alcoólicas. Na hora de servir Para quem tem empregada, atenção para alguns detalhes. 
  •  Os pratos devem sempre ser servidos pelo lado esquerdo e retirados pelo direito. 
  • Para retirar os pratos, ela pode usar uma bandeja. Atenção: tirar só dois de cada vez. Em hipótese alguma, empilhar na bandeja. 
  • Os pratos só começam a ser tirados depois que todos os convidados tiverem terminado. 
  • Se sua empregada estiver fazendo o jantar, é melhor você mesma servir. Ela certamente ficará atrapalhada com as duas funções. Nesse caso, ou mesmo se você não tiver empregada, adote a solução mais prática: o bufê. Mesa arrumada A arrumação deve começar algumas horas antes do jantar. 
  •  Veja se a toalha está bem passada. No caso de um jantar informal, você pode usar um jogo americano, se a sua mesa for de madeira trata­da e não tiver manchas.  
  •  Um arranjo de flores no centro da mesa valoriza o seu jantar. Elas devem estar em harmonia com todo o conjunto, nas cores e no estilo. Mas atenção: escolha as de caule curto, pois flores muito altas impedem que os convidados se vejam e dê preferência para arranjos que sigam o formato da mesa: redondo, retangular ou quadrado.
  • O Prato deve ser colocado a cerca de dois dedos da beirada da mesa. 
  •  Os guardanapos podem ficar do lado esquerdo ou em cima do prato vazio.
  •   Se o jantar ou almoço começar com sopa, o prato de sopa deverá ser colocado dentro do prato raso e o guardanapo, dobrado, ficará sobre ele. Se não houver sopa, o guardanapo fica sobre o prato raso. 
  •  Se a entrada for uma salada, o pratinho de salada deverá ser colocado à esquerda do prato raso, ou dentro dele, com o guardanapo em cima.
  •   Os copos ficam um pouco acima do prato, do lado direito. Da esquerda para a direita, a ordem é esta: copo de água, um menor para vinho tinto e outro ainda menor para o vinho branco. Se houver champanha, a taça deverá ficar atrás dos copos, ao centro, levemente para a direita.
  •   Os talheres são colocados na ordem que são usados, ficando os últimos mais próximos do prato. Facas e colheres são colocadas do lado direito; garfos, do lado esquerdo. 
  •  A lâmina da faca fica para o lado de dentro, em direção ao prato.
  •   Os talheres de sobremesa são arrumados acima do prato. Primeiro a faca, com a lâmina para dentro e o cabo para o lado direito. Em seguida, o garfo com o cabo para a esquerda, no sentido inverso. Por último, a colher, também invertida, com o cabo para a direita.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Gastronomia - Pata Negra

Vale a pena!


Quem não provou provavelmente já ouviu falar do presunto pata negra. Caro, em comparação com outros embutidos, e com um sabor peculiar que denuncia como é a criação do porco e de que forma ele se alimenta. A região da Extremadura, no sudoeste da Espanha, concentra 80% da produção deste que é um dos melhores presuntos crus do mundo. Seu nome "oficial" é jamón ibérico de bellota (bolota), e ele é produzido também nas províncias de Huelva, na Andaluzia, e de Salamanca, na região de Castela e Leão. O presunto, suave, adocicado, é extraído de uma raça de porcos ibéricos criados livres no pasto, comendo bolotas – frutos de casca dura parecidos com castanhas. Eles caem dos azinheiros (as mesmas árvores das quais se extrai a cortiça). O porco é um espécie diferenciada de cerdo de pêlo eriçado e pés pretos, conhecido mundialmente como pata negra.
Da criação dos porcos, passando por abate, tempero, tempo de cura e modo de servir, tudo é rígido e tradicional. Quase um ritual. O presunto cru é feito do pernil traseiro do porco, salgado e curado de forma natural e esse processo dura de 28 a trinta meses após o abate. Nesse tempo, a carne ganha sabor, textura e aroma. As fibras finas e de um vermelho rosado são entremeadas pelo branco da gordura. O sabor é amendoado e apenas levemente salgado.
As características da região onde os porcos são criados ficam marcadas como memória na carne. "Como o terroir para os vinhos, a vegetação - que corresponde a mais de 2 milhões de hectares das montanhas de Aracena e Extremadura - confere aos presuntos e embutidos de suínos características peculiares", dizem os autores Sharon Tyler Herbst e Ron Herbst no livro The Deluxe Food Lover's Companion.
A produção dos curados ibéricos é artesanal. Receitas que antigamente tinham o intuito de salgar as carnes para conservá-las para os dias difíceis de inverno, passaram de pai pra filho. Hoje, mesmo com a modernização de algumas etapas da fabricação – como o uso de câmaras de temperatura controlada para a cura – a diferença deste para outros produtos de origem suína começa na criação dos porcos ibéricos.
Além da garantia de pureza da raça, o gado tem de ser criado solto e se alimentar à base de Bellota (bolota). Uma espécie de castanha similar à avelã. “Durante a engorda, os animais, já com 14 meses, se alimentam somente desses frutos. São mais de 10 quilos por dia, o que confere o sabor adocicado e acrescenta à carne uma gordura suave proveniente dos óleos finíssimos da castanha”, explica o chef Fábio Andrade, do restaurante paulistano Arola Vintetres, que mescla à cozinha espanhola contemporânea elementos tradicionais da culinária do país. Depois da engorda, ao atingir 180 quilos, o porco chega ao ponto de abate. É quando começa a segunda fase do processo de produção que compreende salga, secagem e maturação da carne.
O jamón ibérico de bellota é certificado por lei pela União Europeia, com regras de Denominação de Origem Protegida (DOP). Isso significa que toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais à maturação da carne, passa por fiscalização técnica que garante que cada produto saia sempre com o mesmo padrão de qualidade. Um quilo de pata negra chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais no Brasil. A produção limitada, por causa da criação restrita de suínos dessa raça, contribui para que o produto seja ainda mais valioso.
Ao lado de outras especialidades de porco ibérico de bellota, o jamón compõe a nobreza dos frios espanhóis. Produtos que conservam métodos de produção seculares e surpreendem paladares no mundo todo. Conheça as particularidades de alguns desses produtos e dicas de como apreciá-los à moda espanhola.
Antes, porém, o vinho
O vinho ideal para acompanhar o jamón e outros embutidos ibéricos (chorizo, fuet, lombo) é o jerez. Um vinho fortificado típico da Andaluzia, tradicionalmente servido com presuntos na Espanha devido ao seu sabor pungente e marcante. A harmonização, nesse caso, é por similaridade e mais ainda por regionalidade, já que a vegetação, o clima e o solo espanhol são marcantes na produção das carnes, bem como o terroir para o vinho. Combina perfeitamente com a gordura do presunto, devido ao sabor penetrante e certa picância que ajudam a aguçar o paladar. Deve ser servido bem gelado e fresco.
Jamón (presunto) ibérico de bellota
O presunto pata negra é o rei entre os produtos ibéricos. "Para os espanhóis, é quase sagrado", lembra o chef Fabio Andrade, que morou na Espanha, onde trabalhou com seu atual mentor, Sergi Arola. O jamón é feito a partir do pernil traseiro do porco alimentado de bolotas, ervas selvagens, gramíneas e outras plantas perfumadas. Essa dieta calórica e aromática empresta à carne notas de amêndoas e um tom adocicado, além de entremeá-la com a típica gordura marmorizada, entre as fibras.
Depois de abatido o porco, o pernil é limpo. São retirados veios e tendões. Na sequência, a peça é encaminhada para a salazón (salga) com sal marinho. Mais suave que outros presuntos curados, o ibérico recebe cerca de 30% menos sal, o que permite a desidratação, mas dá ainda mais espaço às notas adocicadas. “O tempero pode variar de acordo com o produtor. Alguns acrescentam especiarias, mas o comum é usar apenas sal para não adulterar o sabor”, conta Andrade. A peça é lavada para tirar o excesso de sal e segue para a secagem. Em uma câmara em temperatura de aproximadamente 15 graus, inicia-se a maturação. “É nessa fase que se acentua o sabor da carne e que a gordura da superfície penetra entre as fibras. Quanto maior o tempo de cura melhor o resultado”. O Jamón Ibérico costuma ficar na cura no mínimo 24 meses e no máximo 36 meses.
Para captar a verdadeira essência do Jamón Pata Negra, ele deve ser consumido puro, na temperatura ambiente. Como já foi dito, isso permite identificar com mais clareza o sabor amendoado, misto de salgado e doce e a textura macia. “Quando se corta a peça em temperatura ambiente a gordura começa a derreter deixando um brilho na carne”. Essa gordura, proveniente dos óleos das amêndoas, é do tipo presente nos azeites extravirgens, que, com moderação, não obstrui as artérias.
O jeito certo de cortar a peça é na transversal na direção paralela ao osso. “O objetivo é respeitar a posição da fibra da carne e não adulterar a textura”, avisa o chef . Na máquina de frios, por exemplo, isso se perde. “Para os espanhóis mais puristas o corte errado altera inclusive o sabor da carne”.
O pata negra dispensa temperos. No máximo, pão de centeio esfregado em tomate para acompanhar, como fazem na Catalunha. Os puristas espanhóis sentiriam calafrios só de ouvir falar em cozinhar um pata negra, mas os ossos são muito usados para fazer caldos que enriquecem alguns tipos de arroz, sopas e ensopados. “Na Espanha, é muito comum o consomé de jamón com ervilhas”, acrescenta o chef.
O preço do quilo do Jamón Ibérico de Bellota chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais.

Estilo - Plástica Capilar

Essa novidade vem com tudo!

Essa nova técnica de revitalização foi desenvolvida pela indústria cosmética japonesa (sim, a mesma que criou o recondicionamento térmico para alisamento de longa duração) e, em pouco tempo, ganhou adeptas fervorosas no mundo todo. Tecnicamente, trata-se de um processo capaz de repor as proteínas perdidas. “Em outras palavras, significa nutrir internamente os fios, o que vai deixá-los macios, brilhantes, maleáveis”, explica Aldeni Ribeiro, proprietária do salão Lay Out, em São Paulo (SP), um dos primeiros a divulgar a técnica.

Embora a plástica seja indicada para todos os tipos de cabelo, você não precisa abandonar a boa e velha hidratação semanal, feita em casa ou no salão. Segundo os cabeleireiros, ela realmente funciona e continua bem cotada na lista de cuidados essenciais para hidratar e revigorar os fios. Porém, dependendo da situação da sua cabeleira — leia-se fios ressecados pela chapinha, desbotados pelo sol, opacos por causa do secador ou alisados, tingidos, com permanente, recondicionados termicamente —, a hidratação e o banho de creme talvez não sejam suficientes para recuperar o desgaste da fibra capilar, que acaba perdendo proteínas e a umidade natural, ficando sem brilho, áspera e sujeita a rompimentos. Entenda a diferença: a hidratação repõe a água perdida, mas atua apenas na superfície do fio; já a queratinização preenche o fio com queratina, encorpando-o. “Apenas o profissional pode, após uma avaliação, determinar a necessidade do tratamento”, avisa Aldeni. Ele não faz nenhum mal, recuperando o fio apenas onde ele realmente precisa, mas, por ser um tratamento relativamente caro, a indicação precisa ser bem-feita.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Estilo - Essências e seus significados!



Conhecer o significado das essências pode te ajudar muito na hora da escolha de um perfume, ou até mesmo na compra de um aromatizador de ambientes. Já existem perfumes de quase todos os tipos e todas as fragrâncias, algusn produzidos com essências naturais, outros produzidos com essências sintéticas feitas em laboratórios. Cada perfume é fabricado com uma essência diferente e cada essência tem um significado diferenciado que pode atrair ou repelir algo ou alguém. Saber o significado de cada essência pode trazer benefícios para as pessoas e fazer com que elas se sintam melhores. As fragrâncias de um perfume são classificadas em  grupos que são os principais e a base para qualquer tipo de perfume.
As cítricas são feitas a partir de cascas de frutas e fornecem a base para as águas de colônia.
As florais são a base de qualquer perfume ou fragrância a base de flores.
As Filifolhas compreendem o grupo que tem fragrâncias como lavanda;
Chipre compreende as fragrâncias que são a base de rosa.
Os Amadeirados são a base para os perfumes com fragrâncias a base de madeiras.
O Âmbar tem característica mais suave e o couro é o mais diferente de todos já que tenta reproduzir o cheiro característico do couro.
E as essências ou fragrâncias não são usadas apenas em perfumes, elas podem também ser usadas em óleos, sabonetes e afins. Cada essência tem um significado especial e se usada corretamente pode trazer vários benefícios para as pessoas.
É importante lembrar que se for para uso terapêutico, ou seja para usa-las para bem estar fisico ou mental, é essencial que você faça uma consulta com um aromaterapeuta, que é o profissional capacitado para lhe orientar sobre os benefícios e efeitos colaterais do uso desta ou daquela essencia.
Quanto aos famosos óleos essenciais, eles não devem ser usados diretamente em contacto com a pele, ou seja, em seu estado puro. É preciso que seja diluido em outro óleo e a quantidade será determinada pelo aromaterapeuta conforme o objectivo a ser atingido. Lembre-se sempre de se certificar de o profissional que irá lhe orientar seja um profissional devidamente credenciado para atenda-la corretamente e você sentir-se confiante e segura quanto a orientação que ele lhe dará.
Se o uso for através de um difusor, que são aquelas peças em cerâmicas na qual diluimos gotas de essências na água e colocamos uma vela pequenina em baixo para aromatizar o ambiente;  você pode então se basear pelas dicas que damos abaixo sobre o significado de algumas essências.

Significado das fragrâncias mais populares:

•    Alecrim tem características anti-depressivas. Pode ajudar a combater a ansiedade, cansaço, fadiga mental e até mesmo a ressaca. É muito utilizado para purificar o corpo, aguçar a memória. Também é um excelente fortificante e método refrescante.
•    Alfazema é muito usada por quem quer se acalmar. Ela ajuda a estimular o cérebro e relaxa tanto a mente quanto o corpo. Há ainda a propriedade de aumentar a fertilidade e de fazer surgir vocações interiores.
•    Camomila é conhecida de muitas pessoas por ser usada como calmante. Ela também ajuda a combater alergias, enxaquecas, insônia e até mesmo a melancolia e o nervosismo.
•    A canela é um anti-séptico natural. Ele também ajuda a estimular a parte cardíaca, pulmonar e até mesmo sexual. Ajuda a combater a gripe e a impotência e pode até mesmo proporcionar espírito alegre e dar a sensação de segurança e determinação.
•    A Citronela é uma importante aliada para quem não gosta de mosquitos. Ela é tida como um repelente natural.
•    O cravo, além de ter um aroma agradável, estimula o sono, o apetite e até mesmo a memória. Ele também facilita a respiração, digestão e combate a indisposição e até mesmo a exaustão.
•    Erva doce é recomendada para quem tem cãibras, cólicas e até mesmo gases. É dito que essa essência é a essência da longevidade.
•    A Flor de Laranjeira favorece aqueles que estão em busca do amor, beleza e bom humor. Pode ajudar a combater a ansiedade e a insônia deixando a pessoa relaxada.
•    Jasmim ajuda aqueles que têm depressão, além de ser um poderoso afrodisíaco, calmante emocional. Ajuda na imaginação e nas sensações sexuais. Pode ainda auxiliar nos bons negócios.
•    Lavanda estimula o cérebro e ajuda na concentração. Também pode ser usado como antidepressivo e acalma pessoas agitadas ou hiperexcitadas. Combate também a insônia causando sensação de relaxamento.
•    Limão estimula o sistema nervoso central, purifica e refresca as pessoas e o ambiente.
•    A maçã verde é para aqueles que querem alegria e aumentar o apetite. Ela também ajuda na digestão e fortalece o coração. Há quem a use como uma forma de sedativo.
•    O morango é muito usado nas simpatias de amor. Pode fortalecer os nevos e facilitar a digestão.
•    Pêssego afasta a tristeza e é usado como um calmante geral.
•    Rosa é a fonte da beleza e tem o poder da atração física e emocional entre os apaixonados.
•    Sândalo é afrodisíaco e é muito indicado para quem gosta de meditação, quer relaxar ou precisa de uma dose extra de otimismo.
•    Verbena é relaxante, estimula a digestão e a concentração, tanto é que é a essência mais usada em rituais de concentração.

Um aromaterapeuta credenciado poderá lhe orientar sobre como utilizar as essências e obter benefícios físicos e mentais através das mesmas.