Cancer de mama!
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/07/mitos-sobre-cancer-de-mama-atrapalham-diagnostico-e-tratamento.html
Receba os convidados!... e deixe os detalhes por nossa conta!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Estilo - Como receber e servir!
- Tire a toalha de mesa do armário alguns dias antes. Se for branca e ficou muito tempo guardada, pode estar com manchas amareladas. E preciso deixar no sabão em pó, de preferência, no sol, ou ferver com algumas gotas de limão.
- Separe os pratos, copos e talheres na véspera para não se atrapalhar no dia do jantar. Se os talheres estiverem manchados, limpe-os com um produto especial para prata ou aço inoxidável e lave depois. Os pratos e copos já podem ser lavados, caso tenham acumulado poeira ou estejam manchados de gordura.
- Algumas receitas podem ser preparadas de véspera. Isso evita correria e, em alguns casos, ficam até mais saborosas, porque o tempero penetra melhor.
Não importa o tipo de refeição, o serviço americano (bufê ) resolve, de forma simpática, o problema de falta de espaço para reunir um grupo grande de amigos. Todos os pratos são colocados em uma única mesa e cada convidado se serve à vontade. Para que tudo corra bem, você só precisa pensar no cardápio e na melhor forma de acomodar a mesa e os convidados.
O cardápio para um jantar americano deve constar de uma entrada fria, um prato quente com acompanhamento, sobremesa, café e licores ou conhaque. As bebidas, além de aperitivo, podem ser cerveja ou vinho, dependendo do que for servir. A arrumação da mesa, no jantar americano, deve facilitar a circulação dos convidados.
1 - Se houver espaço suficiente, ajeite a mesa no centro. Se não, encoste-a numa parede. É importante deixar espaço à sua volta para permitir a circulação. Se a mesa for pequena, disponha nela apenas os pratos, talheres, guardanapos, copos e bebidas.
2 - De um lado da mesa, disponha pratinhos e garfinhos para a entrada fria, pratos, garfos grandes e guardanapos. Do outro lado, alinhe as travessas, cada qual com seu talher para servir. Em uma das extremidades, ajeite os copos e as bebidas. O vinho e a cerveja podem ser servidos momentos antes do jantar. Na outra extremidade, ponha o cestinho com os pães. Ao centro, coloque um arranjo de flores.
3 - Quando todos terminarem, tire tudo da mesa e coloque pratinhos, talheres e a sobremesa. Sorvetes, cremes e musses podem ser servidos em faças ou tigelinhas individuais.
Dicas
- Mantenha as travessas sempre abastecidas.
- Tenha vários abridores de garrafas e saca-rolhas à mão, para não depender de um só.
- Espalhe vários recipientes para caroço de azeitona.
- Verifique se há cinzeiros para serem retirados.
- Se os convidados forem comer com o prato na mão, sentados em poltronas ou sofá, facilite: sirva pratos que possam ser comidos apenas com garfo, sem necessidade do uso de faca.
- Não use pratos ou copos de papel.
- Não sirva sopas.
- Leve à mesa água e refrigerante para quem não tomar bebida alcoólica.
- Para um bufê frio ou quente, os pratos não devem levar muito molho, mas se for preciso, não podem ser muito ralos, uma vez que dificulta o serviço.
- Monte cada travessa com cuidado, observando a quantidade de cada uma: os pratos muito cheios dificultam o manuseio por parte do convidado.
- Convém optar por pratos que possam ser preparados em porções individuais como tomates recheados, vol-au-vent ou melão com presunto. Fica mais fácil para o convidado.
- Evite pratos muito difíceis de serem cortados à mesa. Prefira aqueles que levem a carne já cortada (ou corte-a antes de servir), aves desfiadas e legumes em pedaços pequenos.
- Providencie várias mesinhas de apoio espalhadas pela sala, para facilitar. É muito difícil comer com o prato ao colo, ou em pé, sem ter onde colocar o copo. Se preferir, espalhe almofadas pelo chão.
Esta é uma solução para jantares muito formais Só sirva à francesa se sua empregada for muito familiarizada com jantares de cerimônia ou se tiver um copeiro, e siga estas dicas.
1 - O jantar começa a ser servido pela convidada principal, à direita do dono da casa.
2 - Em seguida, são servidas as outras convidadas, terminando pela anfitriã.
3 - Com os homens, servidos depois das mulheres, a ordem é a mesma.
4 -Os pratos são apresentados pelo lado esquerdo, numa altura em que os convidados possam ser servir.
5 - Todos os pratos são passados duas vezes, exceto a sopa e os queijos.
Dicas :
- Não use toalha estampada com louça colorida, decorada. Nesse caso, a toalha deve ser de cor lisa e vice-versa.
- Limpe os copos com álcool: eles ficarão transparentes e muito brilhantes.
- Não ponha palito à mesa, mas tenha-os à mão para ocaso de algum convidado pedir.
- Tenha sempre refrigerantes e água para os convidados que não bebam bebidas alcoólicas. Na hora de servir Para quem tem empregada, atenção para alguns detalhes.
- Os pratos devem sempre ser servidos pelo lado esquerdo e retirados pelo direito.
- Para retirar os pratos, ela pode usar uma bandeja. Atenção: tirar só dois de cada vez. Em hipótese alguma, empilhar na bandeja.
- Os pratos só começam a ser tirados depois que todos os convidados tiverem terminado.
- Se sua empregada estiver fazendo o jantar, é melhor você mesma servir. Ela certamente ficará atrapalhada com as duas funções. Nesse caso, ou mesmo se você não tiver empregada, adote a solução mais prática: o bufê. Mesa arrumada A arrumação deve começar algumas horas antes do jantar.
- Veja se a toalha está bem passada. No caso de um jantar informal, você pode usar um jogo americano, se a sua mesa for de madeira tratada e não tiver manchas.
- Um arranjo de flores no centro da mesa valoriza o seu jantar. Elas devem estar em harmonia com todo o conjunto, nas cores e no estilo. Mas atenção: escolha as de caule curto, pois flores muito altas impedem que os convidados se vejam e dê preferência para arranjos que sigam o formato da mesa: redondo, retangular ou quadrado.
- O Prato deve ser colocado a cerca de dois dedos da beirada da mesa.
- Os guardanapos podem ficar do lado esquerdo ou em cima do prato vazio.
- Se o jantar ou almoço começar com sopa, o prato de sopa deverá ser colocado dentro do prato raso e o guardanapo, dobrado, ficará sobre ele. Se não houver sopa, o guardanapo fica sobre o prato raso.
- Se a entrada for uma salada, o pratinho de salada deverá ser colocado à esquerda do prato raso, ou dentro dele, com o guardanapo em cima.
- Os copos ficam um pouco acima do prato, do lado direito. Da esquerda para a direita, a ordem é esta: copo de água, um menor para vinho tinto e outro ainda menor para o vinho branco. Se houver champanha, a taça deverá ficar atrás dos copos, ao centro, levemente para a direita.
- Os talheres são colocados na ordem que são usados, ficando os últimos mais próximos do prato. Facas e colheres são colocadas do lado direito; garfos, do lado esquerdo.
- A lâmina da faca fica para o lado de dentro, em direção ao prato.
- Os talheres de sobremesa são arrumados acima do prato. Primeiro a faca, com a lâmina para dentro e o cabo para o lado direito. Em seguida, o garfo com o cabo para a esquerda, no sentido inverso. Por último, a colher, também invertida, com o cabo para a direita.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Gastronomia - Pata Negra
Vale a pena!
Quem não provou provavelmente já ouviu falar do presunto pata negra. Caro, em comparação com outros embutidos, e com um sabor peculiar que denuncia como é a criação do porco e de que forma ele se alimenta. A região da Extremadura, no sudoeste da Espanha, concentra 80% da produção deste que é um dos melhores presuntos crus do mundo. Seu nome "oficial" é jamón ibérico de bellota (bolota), e ele é produzido também nas províncias de Huelva, na Andaluzia, e de Salamanca, na região de Castela e Leão. O presunto, suave, adocicado, é extraído de uma raça de porcos ibéricos criados livres no pasto, comendo bolotas – frutos de casca dura parecidos com castanhas. Eles caem dos azinheiros (as mesmas árvores das quais se extrai a cortiça). O porco é um espécie diferenciada de cerdo de pêlo eriçado e pés pretos, conhecido mundialmente como pata negra.
Da criação dos porcos, passando por abate, tempero, tempo de cura e modo de servir, tudo é rígido e tradicional. Quase um ritual. O presunto cru é feito do pernil traseiro do porco, salgado e curado de forma natural e esse processo dura de 28 a trinta meses após o abate. Nesse tempo, a carne ganha sabor, textura e aroma. As fibras finas e de um vermelho rosado são entremeadas pelo branco da gordura. O sabor é amendoado e apenas levemente salgado.
As características da região onde os porcos são criados ficam marcadas como memória na carne. "Como o terroir para os vinhos, a vegetação - que corresponde a mais de 2 milhões de hectares das montanhas de Aracena e Extremadura - confere aos presuntos e embutidos de suínos características peculiares", dizem os autores Sharon Tyler Herbst e Ron Herbst no livro The Deluxe Food Lover's Companion.
A produção dos curados ibéricos é artesanal. Receitas que antigamente tinham o intuito de salgar as carnes para conservá-las para os dias difíceis de inverno, passaram de pai pra filho. Hoje, mesmo com a modernização de algumas etapas da fabricação – como o uso de câmaras de temperatura controlada para a cura – a diferença deste para outros produtos de origem suína começa na criação dos porcos ibéricos.
Além da garantia de pureza da raça, o gado tem de ser criado solto e se alimentar à base de Bellota (bolota). Uma espécie de castanha similar à avelã. “Durante a engorda, os animais, já com 14 meses, se alimentam somente desses frutos. São mais de 10 quilos por dia, o que confere o sabor adocicado e acrescenta à carne uma gordura suave proveniente dos óleos finíssimos da castanha”, explica o chef Fábio Andrade, do restaurante paulistano Arola Vintetres, que mescla à cozinha espanhola contemporânea elementos tradicionais da culinária do país. Depois da engorda, ao atingir 180 quilos, o porco chega ao ponto de abate. É quando começa a segunda fase do processo de produção que compreende salga, secagem e maturação da carne.
O jamón ibérico de bellota é certificado por lei pela União Europeia, com regras de Denominação de Origem Protegida (DOP). Isso significa que toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais à maturação da carne, passa por fiscalização técnica que garante que cada produto saia sempre com o mesmo padrão de qualidade. Um quilo de pata negra chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais no Brasil. A produção limitada, por causa da criação restrita de suínos dessa raça, contribui para que o produto seja ainda mais valioso.
Ao lado de outras especialidades de porco ibérico de bellota, o jamón compõe a nobreza dos frios espanhóis. Produtos que conservam métodos de produção seculares e surpreendem paladares no mundo todo. Conheça as particularidades de alguns desses produtos e dicas de como apreciá-los à moda espanhola.
Antes, porém, o vinho
O vinho ideal para acompanhar o jamón e outros embutidos ibéricos (chorizo, fuet, lombo) é o jerez. Um vinho fortificado típico da Andaluzia, tradicionalmente servido com presuntos na Espanha devido ao seu sabor pungente e marcante. A harmonização, nesse caso, é por similaridade e mais ainda por regionalidade, já que a vegetação, o clima e o solo espanhol são marcantes na produção das carnes, bem como o terroir para o vinho. Combina perfeitamente com a gordura do presunto, devido ao sabor penetrante e certa picância que ajudam a aguçar o paladar. Deve ser servido bem gelado e fresco.
Jamón (presunto) ibérico de bellota
O presunto pata negra é o rei entre os produtos ibéricos. "Para os espanhóis, é quase sagrado", lembra o chef Fabio Andrade, que morou na Espanha, onde trabalhou com seu atual mentor, Sergi Arola. O jamón é feito a partir do pernil traseiro do porco alimentado de bolotas, ervas selvagens, gramíneas e outras plantas perfumadas. Essa dieta calórica e aromática empresta à carne notas de amêndoas e um tom adocicado, além de entremeá-la com a típica gordura marmorizada, entre as fibras.
Depois de abatido o porco, o pernil é limpo. São retirados veios e tendões. Na sequência, a peça é encaminhada para a salazón (salga) com sal marinho. Mais suave que outros presuntos curados, o ibérico recebe cerca de 30% menos sal, o que permite a desidratação, mas dá ainda mais espaço às notas adocicadas. “O tempero pode variar de acordo com o produtor. Alguns acrescentam especiarias, mas o comum é usar apenas sal para não adulterar o sabor”, conta Andrade. A peça é lavada para tirar o excesso de sal e segue para a secagem. Em uma câmara em temperatura de aproximadamente 15 graus, inicia-se a maturação. “É nessa fase que se acentua o sabor da carne e que a gordura da superfície penetra entre as fibras. Quanto maior o tempo de cura melhor o resultado”. O Jamón Ibérico costuma ficar na cura no mínimo 24 meses e no máximo 36 meses.
Para captar a verdadeira essência do Jamón Pata Negra, ele deve ser consumido puro, na temperatura ambiente. Como já foi dito, isso permite identificar com mais clareza o sabor amendoado, misto de salgado e doce e a textura macia. “Quando se corta a peça em temperatura ambiente a gordura começa a derreter deixando um brilho na carne”. Essa gordura, proveniente dos óleos das amêndoas, é do tipo presente nos azeites extravirgens, que, com moderação, não obstrui as artérias.
O jeito certo de cortar a peça é na transversal na direção paralela ao osso. “O objetivo é respeitar a posição da fibra da carne e não adulterar a textura”, avisa o chef . Na máquina de frios, por exemplo, isso se perde. “Para os espanhóis mais puristas o corte errado altera inclusive o sabor da carne”.
O pata negra dispensa temperos. No máximo, pão de centeio esfregado em tomate para acompanhar, como fazem na Catalunha. Os puristas espanhóis sentiriam calafrios só de ouvir falar em cozinhar um pata negra, mas os ossos são muito usados para fazer caldos que enriquecem alguns tipos de arroz, sopas e ensopados. “Na Espanha, é muito comum o consomé de jamón com ervilhas”, acrescenta o chef.
O preço do quilo do Jamón Ibérico de Bellota chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais.
Quem não provou provavelmente já ouviu falar do presunto pata negra. Caro, em comparação com outros embutidos, e com um sabor peculiar que denuncia como é a criação do porco e de que forma ele se alimenta. A região da Extremadura, no sudoeste da Espanha, concentra 80% da produção deste que é um dos melhores presuntos crus do mundo. Seu nome "oficial" é jamón ibérico de bellota (bolota), e ele é produzido também nas províncias de Huelva, na Andaluzia, e de Salamanca, na região de Castela e Leão. O presunto, suave, adocicado, é extraído de uma raça de porcos ibéricos criados livres no pasto, comendo bolotas – frutos de casca dura parecidos com castanhas. Eles caem dos azinheiros (as mesmas árvores das quais se extrai a cortiça). O porco é um espécie diferenciada de cerdo de pêlo eriçado e pés pretos, conhecido mundialmente como pata negra.
Da criação dos porcos, passando por abate, tempero, tempo de cura e modo de servir, tudo é rígido e tradicional. Quase um ritual. O presunto cru é feito do pernil traseiro do porco, salgado e curado de forma natural e esse processo dura de 28 a trinta meses após o abate. Nesse tempo, a carne ganha sabor, textura e aroma. As fibras finas e de um vermelho rosado são entremeadas pelo branco da gordura. O sabor é amendoado e apenas levemente salgado.
As características da região onde os porcos são criados ficam marcadas como memória na carne. "Como o terroir para os vinhos, a vegetação - que corresponde a mais de 2 milhões de hectares das montanhas de Aracena e Extremadura - confere aos presuntos e embutidos de suínos características peculiares", dizem os autores Sharon Tyler Herbst e Ron Herbst no livro The Deluxe Food Lover's Companion.
A produção dos curados ibéricos é artesanal. Receitas que antigamente tinham o intuito de salgar as carnes para conservá-las para os dias difíceis de inverno, passaram de pai pra filho. Hoje, mesmo com a modernização de algumas etapas da fabricação – como o uso de câmaras de temperatura controlada para a cura – a diferença deste para outros produtos de origem suína começa na criação dos porcos ibéricos.
Além da garantia de pureza da raça, o gado tem de ser criado solto e se alimentar à base de Bellota (bolota). Uma espécie de castanha similar à avelã. “Durante a engorda, os animais, já com 14 meses, se alimentam somente desses frutos. São mais de 10 quilos por dia, o que confere o sabor adocicado e acrescenta à carne uma gordura suave proveniente dos óleos finíssimos da castanha”, explica o chef Fábio Andrade, do restaurante paulistano Arola Vintetres, que mescla à cozinha espanhola contemporânea elementos tradicionais da culinária do país. Depois da engorda, ao atingir 180 quilos, o porco chega ao ponto de abate. É quando começa a segunda fase do processo de produção que compreende salga, secagem e maturação da carne.
O jamón ibérico de bellota é certificado por lei pela União Europeia, com regras de Denominação de Origem Protegida (DOP). Isso significa que toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais à maturação da carne, passa por fiscalização técnica que garante que cada produto saia sempre com o mesmo padrão de qualidade. Um quilo de pata negra chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais no Brasil. A produção limitada, por causa da criação restrita de suínos dessa raça, contribui para que o produto seja ainda mais valioso.
Ao lado de outras especialidades de porco ibérico de bellota, o jamón compõe a nobreza dos frios espanhóis. Produtos que conservam métodos de produção seculares e surpreendem paladares no mundo todo. Conheça as particularidades de alguns desses produtos e dicas de como apreciá-los à moda espanhola.
Antes, porém, o vinho
O vinho ideal para acompanhar o jamón e outros embutidos ibéricos (chorizo, fuet, lombo) é o jerez. Um vinho fortificado típico da Andaluzia, tradicionalmente servido com presuntos na Espanha devido ao seu sabor pungente e marcante. A harmonização, nesse caso, é por similaridade e mais ainda por regionalidade, já que a vegetação, o clima e o solo espanhol são marcantes na produção das carnes, bem como o terroir para o vinho. Combina perfeitamente com a gordura do presunto, devido ao sabor penetrante e certa picância que ajudam a aguçar o paladar. Deve ser servido bem gelado e fresco.
Jamón (presunto) ibérico de bellota
O presunto pata negra é o rei entre os produtos ibéricos. "Para os espanhóis, é quase sagrado", lembra o chef Fabio Andrade, que morou na Espanha, onde trabalhou com seu atual mentor, Sergi Arola. O jamón é feito a partir do pernil traseiro do porco alimentado de bolotas, ervas selvagens, gramíneas e outras plantas perfumadas. Essa dieta calórica e aromática empresta à carne notas de amêndoas e um tom adocicado, além de entremeá-la com a típica gordura marmorizada, entre as fibras.
Depois de abatido o porco, o pernil é limpo. São retirados veios e tendões. Na sequência, a peça é encaminhada para a salazón (salga) com sal marinho. Mais suave que outros presuntos curados, o ibérico recebe cerca de 30% menos sal, o que permite a desidratação, mas dá ainda mais espaço às notas adocicadas. “O tempero pode variar de acordo com o produtor. Alguns acrescentam especiarias, mas o comum é usar apenas sal para não adulterar o sabor”, conta Andrade. A peça é lavada para tirar o excesso de sal e segue para a secagem. Em uma câmara em temperatura de aproximadamente 15 graus, inicia-se a maturação. “É nessa fase que se acentua o sabor da carne e que a gordura da superfície penetra entre as fibras. Quanto maior o tempo de cura melhor o resultado”. O Jamón Ibérico costuma ficar na cura no mínimo 24 meses e no máximo 36 meses.
Para captar a verdadeira essência do Jamón Pata Negra, ele deve ser consumido puro, na temperatura ambiente. Como já foi dito, isso permite identificar com mais clareza o sabor amendoado, misto de salgado e doce e a textura macia. “Quando se corta a peça em temperatura ambiente a gordura começa a derreter deixando um brilho na carne”. Essa gordura, proveniente dos óleos das amêndoas, é do tipo presente nos azeites extravirgens, que, com moderação, não obstrui as artérias.
O jeito certo de cortar a peça é na transversal na direção paralela ao osso. “O objetivo é respeitar a posição da fibra da carne e não adulterar a textura”, avisa o chef . Na máquina de frios, por exemplo, isso se perde. “Para os espanhóis mais puristas o corte errado altera inclusive o sabor da carne”.
O pata negra dispensa temperos. No máximo, pão de centeio esfregado em tomate para acompanhar, como fazem na Catalunha. Os puristas espanhóis sentiriam calafrios só de ouvir falar em cozinhar um pata negra, mas os ossos são muito usados para fazer caldos que enriquecem alguns tipos de arroz, sopas e ensopados. “Na Espanha, é muito comum o consomé de jamón com ervilhas”, acrescenta o chef.
O preço do quilo do Jamón Ibérico de Bellota chega a custar 350 reais, sendo que a peça (um pernil de oito quilos) pode valer até 5 000 reais.
Estilo - Plástica Capilar
Essa nova técnica de revitalização foi desenvolvida pela indústria cosmética japonesa (sim, a mesma que criou o recondicionamento térmico para alisamento de longa duração) e, em pouco tempo, ganhou adeptas fervorosas no mundo todo. Tecnicamente, trata-se de um processo capaz de repor as proteínas perdidas. “Em outras palavras, significa nutrir internamente os fios, o que vai deixá-los macios, brilhantes, maleáveis”, explica Aldeni Ribeiro, proprietária do salão Lay Out, em São Paulo (SP), um dos primeiros a divulgar a técnica.
Embora a plástica seja indicada para todos os tipos de cabelo, você não precisa abandonar a boa e velha hidratação semanal, feita em casa ou no salão. Segundo os cabeleireiros, ela realmente funciona e continua bem cotada na lista de cuidados essenciais para hidratar e revigorar os fios. Porém, dependendo da situação da sua cabeleira — leia-se fios ressecados pela chapinha, desbotados pelo sol, opacos por causa do secador ou alisados, tingidos, com permanente, recondicionados termicamente —, a hidratação e o banho de creme talvez não sejam suficientes para recuperar o desgaste da fibra capilar, que acaba perdendo proteínas e a umidade natural, ficando sem brilho, áspera e sujeita a rompimentos. Entenda a diferença: a hidratação repõe a água perdida, mas atua apenas na superfície do fio; já a queratinização preenche o fio com queratina, encorpando-o. “Apenas o profissional pode, após uma avaliação, determinar a necessidade do tratamento”, avisa Aldeni. Ele não faz nenhum mal, recuperando o fio apenas onde ele realmente precisa, mas, por ser um tratamento relativamente caro, a indicação precisa ser bem-feita.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Estilo - Essências e seus significados!
Conhecer o significado das
essências pode te ajudar muito na hora da escolha de um perfume, ou até
mesmo na compra de um aromatizador de ambientes. Já existem perfumes de quase
todos os tipos e todas as fragrâncias, algusn produzidos com essências naturais,
outros produzidos com essências sintéticas feitas em laboratórios. Cada perfume
é fabricado com uma essência diferente e cada essência tem um
significado diferenciado que pode atrair ou repelir algo ou alguém.
Saber o significado de cada essência pode trazer benefícios para as pessoas e
fazer com que elas se sintam melhores. As fragrâncias de um perfume são
classificadas em grupos que são os principais e a base para qualquer tipo de
perfume.
As cítricas são feitas a partir de cascas de
frutas e fornecem a base para as águas de colônia.
As florais são a base de qualquer perfume ou
fragrância a base de flores.
As Filifolhas compreendem o grupo que tem
fragrâncias como lavanda;
Chipre compreende as fragrâncias que são a base
de rosa.
Os Amadeirados são a base para os perfumes com
fragrâncias a base de madeiras.
O Âmbar tem característica mais suave e o couro é
o mais diferente de todos já que tenta reproduzir o cheiro característico do
couro.
E as essências ou fragrâncias não são usadas
apenas em perfumes, elas podem também ser usadas em óleos, sabonetes e afins.
Cada essência tem um significado especial e se usada corretamente pode trazer
vários benefícios para as pessoas.
É importante lembrar que se for para uso
terapêutico, ou seja para usa-las para bem estar fisico ou mental, é essencial
que você faça uma consulta com um aromaterapeuta, que é o profissional
capacitado para lhe orientar sobre os benefícios e efeitos colaterais do uso
desta ou daquela essencia.
Quanto aos famosos óleos
essenciais, eles não devem ser usados diretamente em contacto com a pele, ou
seja, em seu estado puro. É preciso que seja diluido em outro óleo e a
quantidade será determinada pelo aromaterapeuta conforme o objectivo a ser
atingido. Lembre-se sempre de se certificar de o profissional que irá lhe
orientar seja um profissional devidamente credenciado para atenda-la
corretamente e você sentir-se confiante e segura quanto a orientação que ele lhe
dará.
Se o uso for através de um difusor, que são
aquelas peças em cerâmicas na qual diluimos gotas de essências na água e
colocamos uma vela pequenina em baixo para aromatizar o ambiente; você pode
então se basear pelas dicas que damos abaixo sobre o significado de algumas
essências.
Significado das fragrâncias mais populares:
• Alecrim tem características
anti-depressivas. Pode ajudar a combater a ansiedade, cansaço, fadiga mental e
até mesmo a ressaca. É muito utilizado para purificar o corpo, aguçar a memória.
Também é um excelente fortificante e método refrescante.
• Alfazema é muito usada por quem quer se
acalmar. Ela ajuda a estimular o cérebro e relaxa tanto a mente quanto o corpo.
Há ainda a propriedade de aumentar a fertilidade e de fazer surgir vocações
interiores.
• Camomila é conhecida de muitas pessoas por
ser usada como calmante. Ela também ajuda a combater alergias, enxaquecas,
insônia e até mesmo a melancolia e o nervosismo.
• A canela é um anti-séptico natural. Ele
também ajuda a estimular a parte cardíaca, pulmonar e até mesmo sexual. Ajuda a
combater a gripe e a impotência e pode até mesmo proporcionar espírito alegre e
dar a sensação de segurança e determinação.
• A Citronela é uma importante aliada para
quem não gosta de mosquitos. Ela é tida como um repelente natural.
• O cravo, além de ter um aroma agradável,
estimula o sono, o apetite e até mesmo a memória. Ele também facilita a
respiração, digestão e combate a indisposição e até mesmo a exaustão.
• Erva doce é recomendada para quem tem
cãibras, cólicas e até mesmo gases. É dito que essa essência é a essência da
longevidade.
• A Flor de Laranjeira favorece aqueles que
estão em busca do amor, beleza e bom humor. Pode ajudar a combater a ansiedade e
a insônia deixando a pessoa relaxada.
• Jasmim ajuda aqueles que têm depressão, além
de ser um poderoso afrodisíaco, calmante emocional. Ajuda na imaginação e nas
sensações sexuais. Pode ainda auxiliar nos bons negócios.
• Lavanda estimula o cérebro e ajuda na
concentração. Também pode ser usado como antidepressivo e acalma pessoas
agitadas ou hiperexcitadas. Combate também a insônia causando sensação de
relaxamento.
• Limão estimula o sistema nervoso central,
purifica e refresca as pessoas e o ambiente.
• A maçã verde é para aqueles que querem
alegria e aumentar o apetite. Ela também ajuda na digestão e fortalece o
coração. Há quem a use como uma forma de sedativo.
• O morango é muito usado nas simpatias de
amor. Pode fortalecer os nevos e facilitar a digestão.
• Pêssego afasta a tristeza e é usado como um
calmante geral.
• Rosa é a fonte da beleza e tem o poder da
atração física e emocional entre os apaixonados.
• Sândalo é afrodisíaco e é muito indicado
para quem gosta de meditação, quer relaxar ou precisa de uma dose extra de
otimismo.
• Verbena é relaxante, estimula a digestão e a
concentração, tanto é que é a essência mais usada em rituais de
concentração.
Um aromaterapeuta credenciado poderá lhe orientar sobre como utilizar as essências e obter benefícios físicos e mentais através das mesmas.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Curiosidade - Origem da Trufa
Origem da Trufa


A trufa um fungo, a especie mais rara e nobre de todos os cogumelos.
Existem trufas brancas e trufas negras, e elas sao muito diferentes entre si.
A trufa nasce sob a terra, a uma profundidade de 20 a 40 centimetros, proximo raiz de carvalhos e castanheiras. As trufas sao silvestres e ate hoje nao se descobriu um jeito de cultiva-las. As melhores trufas brancas vem de Alba, pequena cidade italiana entre Turim e Milo. Ja as trufas negras tradicionais sao de origem francesa, da regiao de Prigord. A colheita das trufas ja foi tarefa dos porcos, mas atualmente mais comum procura-las com cachorros adestrados para fareja-las. O tartufaio, especialista em trufas, quem revolve a terra e retira a trufa do solo sem quebre-la nem ferir-lhe a superficie. Ela s ter valor se as suas caractersticas originais forem preservadas. As trufas pretas exalam aroma menos acentuado, superficie mais rugosa e sao mais resistentes ao manuseio. O quilo custa em media 700 dolares e pode chegar a 1.200. Ao contrario das brancas, podem ser lavadas em agua. A trufa negra "fica muito boa se for ralada sobre carnes ou sobre ovo mexido com manteiga", diz Salvatore Loi, chefe.
O nome "Trufa de chocolate" derivou desta iguaria, em funo de sua nobreza e sabor refinado!
A semelhança deu nome á esse chocolate então receitinha para vocês.
Ingredientes
Modo de Preparo
Giselle de Figueiredo
terça-feira, 13 de julho de 2010
Estilo - Questão de Amor!
Stephen Fleming é um dos líderes do parlamento inglês, com reputação intocável e comportamento familiar exemplar. Isto até se apaixonar pela noiva do filho, Anna. Os dois começam um relacionamento, mas Anna não está disposta a abrir mão do noivo. Stephen então altera sua rotina para estar com ela em seus encontros furtivos. Eles sabem o quanto este relacionamento pode abalar as pessoas que amam e destruir suas vidas, mas a paixão é mais forte que a razão. O que acontece? Uma tragédia. Esta é a sinopse do filme Perdas e Danos, de Louis Malle, baseado na novela de Josephine Hart, com Jeremy Irons e Juliette Binoche nos papeis principais.
A paixão nos faz olhar o mundo de outra forma. Tudo assume cores e matizes surpreendentes. Êxtase, euforia, apreensão, dias inquietos, noites insones... É possível estar entre muitas pessoas e ficar preso por uma única imagem. Todos desaparecem, até a realidade se afasta do cenário e a pessoa amada se torna a única presença significativa, a única que nos importa. Vivemos numa espécie de “solidão a dois”. Uma dimensão minha, interna, de que eu não era consciente, emerge e eu me enriqueço com o que até aquele momento me era desconhecido.
A paixão pode ser comparada ao estado hipnótico. Há uma fixação no ser amado, o que em alguns casos se torna uma obsessão. Os amantes experimentam um sentimento de incrível plenitude e, simultaneamente, têm a impressão de terem vivido até aquele momento em estado de privação: a presença do outro é fonte de bem-estar que parece ter possibilidades inesgotáveis. É como se novas percepções e emoções enchessem os nossos canais sensoriais, abrindo à alma outra dimensão.
Por quem nos apaixonamos? "Não dá pra você antecipar por quem vai se apaixonar, nem qual o motivo que te faz se apaixonar. O apaixonamento é algo que te atropela, você é assolado, é tomado por aquilo. E exatamente o que o torna imprevisível é a impossibilidade de você estabelecer quais são os elementos que vão possibilitar esse apaixonamento. Caso contrário, você se protegeria. Para se apaixonar basta estar vivo e desejante, aberto para isso.”, responde o professor de teoria psicanalítica e escritor Luiz Alfredo Garcia-Roza
Para o sociólogo inglês Anthony Giddens, o amor apaixonado tem sido sempre libertador, mas apenas no sentido de gerar uma quebra da rotina e do dever. Foi precisamente essa qualidade que sempre o colocou à parte das instituições existentes. Até pouco tempo atrás, nunca foi aceito como base para o casamento; ninguém ousava criar ligações duradouras a partir de um amor apaixonado. Em várias culturas essa experiência tem sido vista de diversas formas, desde uma revelação divina até uma psicose.
Isso porque a principal característica da paixão é a urgência. Ela é tão invasiva e poderosa que pode fazer com que sejam ignoradas todas as obrigações habituais. Perturba as relações cotidianas, arrancando a pessoa das atividades a que está acostumada, deixando-a completamente fora do ar. É comum se fazerem escolhas radicais e muitas vezes penosas — falta-se ao trabalho, larga-se o emprego, muda-se de cidade, abandona-se a família. “O amor é bem comportado, se faz no lugar da ordem. É exercido a partir de uma série de referências bem ordenadas. A paixão, não. Ela subverte, perverte, te vira pelo avesso. A paixão te coloca fora da lei. O amor é legal, tem futuro, faz promessas...”, acrescenta Garcia-Roza
O francês Denis de Rougemont, grande estudioso do amor no Ocidente, afirma que raramente os poetas cantam o amor feliz, harmonioso e tranquilo. E que o romance passa a existir unicamente onde o amor é fatal, proscrito, condenado... e não como a satisfação do amor. As provas, os obstáculos, as proibições, são as condições da paixão. Afinal, paixão significa sofrimento.
O desejo e o sofrimento fazem com que todos se sintam vivos, proporcionando um frisson, e muitas surpresas. Necessita-se do outro, não como ele é no real, mas como instrumento que torna possível viver uma paixão ardente. Somos envolvidos por um sentimento tão intenso que por ele ansiamos, apesar de nos fazer sofrer. Os apaixonados não precisam da presença do outro, mas da sua ausência. Contudo, a maioria reconhece que a paixão acaba logo.
Mesmo durando pouco, a paixão sempre foi sentida como uma doença da alma que, além de limitar a liberdade individual, pode levar ao assassinato ou ao suicídio. Para o famoso antropólogo Malinowski, estudioso de várias culturas, a paixão existe em qualquer lugar do mundo e atormenta a mente e o corpo, podendo conduzir a um impasse, um escândalo ou uma tragédia. Raramente ilumina a vida fazendo com que o coração se expanda e transborde de alegria.
Vários estudos já mostraram que o violento distúrbio emocional causado pela paixão é desencadeado por algo físico que acontece no cérebro. Talvez aí se explique porque as pessoas apaixonadas são capazes de ficar acordadas a noite inteira, conversando ou fazendo sexo. Mas existem alguns pré-requisitos: certo distanciamento e mistério são essenciais para a paixão; em geral, as pessoas não se apaixonam por alguém que conhecem bem.
Segundo uma pesquisa sobre a natureza da paixão, feita recentemente nos Estados Unidos, em que foram entrevistadas cinco mil pessoas em 37 culturas, há uma série de evidências de que essa exaltação seja criada por um coquetel de substâncias químicas cerebrais e deflagrada pelo condicionamento cultural. Os pesquisadores observaram que esse tipo de emoção não dura mais que dois anos e meio, quando a pessoa começa a voltar a um estado mental relaxado. Em meados da década de 60 a psicóloga americana Doroty Tennov já havia chegado à conclusão de que a duração média de uma paixão é de 18 meses a três anos. Suspeita-se que seu término também se deva à fisiologia cerebral; o cérebro não suportaria manter eternamente essa excitação.
Mas a paixão está em via de extinção. As mentalidades estão mudando e a tendência é outra. A filósofa francesa Elisabeth Badinter acredita que agora homens e mulheres sonham com outra coisa diferente dos dilaceramentos. Se as promessas de sofrimento devem vencer os prazeres, preferimos nos desligar. Além disso, a permissividade tirou da paixão seu motor mais poderoso: a proibição. “Ao admitir que o coração não está mais fora da lei, mas acima dela, pregou-se uma peça no desejo”, diz ela. Então, mesmo que ainda quiséssemos, não poderíamos mais. As condições da paixão não estão mais reunidas, tanto do ponto de vista social quanto psicológico.
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Fonte: IG
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